quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Quanto custa assistir aos jogos da Copa do Mundo no Catar

Copa de 2022 - Matéria 5

Brasil no Catar rumo ao hexa
Por Lucas Guaratini

O comercial divulgado pela FIFA para a Copa do Mundo 2022 tem o slogan "now is all" que, traduzindo para o português: "agora é tudo". Mas este mundial está sendo considerado como o mais caro de todos. Os ingressos, as passagens aéreas e as hospedagens estão muito caras. Ao contrário de seu slogan, a Copa do Catar não parece ser para todos.

Fonte: site oficial da FIFA.

Quem está buscando ingressos para ver os jogos ao vivo e acompanhar de pertinho todos os dias da competição esbarrou em valores muito altos. Qualquer torcedor que decida comprar uma viagem à Doha desembolsará, ao menos, R$ 52.180,00 por pessoa. Uma passagem aérea nos sites de venda e partindo de São Paulo custará, em média, R$ 11.306,00. Outro gasto alto é o da hospedagem e esta é a etapa mais cara. Em Doha há algumas opções de acomodações que oferecem faixas de preço organizadas pela FIFA, mas que também estão bem caras. As opções mais em conta são as Fan Villages, que funcionam como acampamentos para diversos torcedores. No entanto, para ficar hospedado por todos os 28 dias da copa, a opção mais barata é uma cabine de US$ 207,36 a diária, o que totaliza cerca de R$ 29.700,00 na cotação do dólar atual.

Há, também, outras acomodações que podem ser mais viáveis e que são os apartamentos, com diárias a partir de US$ 363,16, chegando ao valor de R$ 52 mil.

Por fim, não menos importante que os gastos anteriores, temos o preço dos ingressos para os jogos. As opções no site oficial da FIFA, que já estão esgotadas, custavam, no início da copa R$ 360,00 Há que se levar em consideração que cada fase da Copa do Mundo tem um valor específico devido a importância do jogo dentro do torneio. Ingressos da abertura custaram, no mínimo, R$ 1.000,00. Os ingressos para as quartas de final estão bem mais caros.


sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Comunidade LGBTQIA+ no Catar

Copa de 2022 - Matéria 4

Brasil no Catar rumo ao hexa
Por Lucas Guaratini

Rafael Leick, colunista e dono do 1° Blog de Turismo Internacional da Comunidade LGBTQIA+, comentou que é triste ver a Copa do Mundo tendo como sede um país com leis tão conservadoras como o Catar e acrescentou que falta uma análise um pouco mais minuciosa da FIFA nesse sentido. Não é a primeira vez que um país não amigável à comunidade LGBTIQA+ sedia uma copa, como foi o caso da Rússia anteriormente.

O colunista ressaltou que, mesmo com as regras criadas para o respeito à comunidade LGBTQIA+, é importante que as pessoas tenham cautela fora dos estádios porque a FIFA não tem como garantir a segurança delas. Se você é um homem gay e está com seu parceiro assistindo ao jogo, ao saírem à rua a FIFA não terá como garantir a segurança de ambos, afirmou ele.

Fonte: https://revistamarieclaire.globo.com/Noticias/noticia/2022/04/lgbtqia-na-copa-do-catar-falta-de-protecao-e-proibicao-de-atos-publicos.html - Foto: Reprodução – Instagram

Mesmo assim, Rafael se diz otimista em relação a exibir bandeiras com as cores do orgulho LGBTQIA+ dentro dos estádios e acredita que haverá um abrandamento, uma tolerância a essa questão. Alguns jogadores das seleções europeias utilizarão braçadeiras de capitão com as cores do arco-íris numa demonstração de apoio à comunidade LGBTQIA+, atitude que já foi tomada em outros eventos. Rafael disse que é um posicionamento político importante porque está partindo de jogadores héteros que estão dizendo: "olha, isso aqui é um absurdo!". Essas seleções, incluindo Inglaterra e Holanda, fizeram um pedido para a FIFA solicitando permissão para o uso da braçadeira com as cores do arco-íris. Trata-se de uma campanha anti-homofóbica do futebol.

O colunista Rafael enfatizou que esta atitude por parte dos jogadores não é suficiente para mudar atitudes, não muda direitos (de gêneros), mas cria um conflito para que as pessoas olhem, discutam e tirem uma conclusão. Várias seleções da Europa, inclusive, estão se posicionando fortemente nesse sentido, mesmo sabendo que é crime ser LGBT em alguns países. Seu objetivo é conscientizar e gerar um certo incômodo aqui e ali.

Por fim, Rafael Leik deu conselhos aos casais LGBTQIA+ que querem ir ao Catar assistir à copa dizendo que, antes de mais nada, é preciso ter muito cuidado. É importante ter liberdade de estar e de se expor em qualquer lugar, mas ao realizar uma viagem a qualquer país que seja é preciso, primeiro, informar-se sobre a cultura local, sobre como funciona aquele país. No Catar, por exemplo, demonstrações públicas de afeto, sejam de casais héteros ou não, não são bem-vistas, portanto não é uma regra que afeta somente os LGBTQIA+ não tendo, assim, um fundo preconceituoso. Trata-se, neste caso, da cultura do país.